O Dia em que o Tempo Parou no Metrô
Era uma segunda-feira comum até a composição frear entre duas estações. Luzes apagadas, ar-condicionado morto, zero sinal no celular. Durante quarenta e dois minutos, duzentas pessoas que nunca tinham se olhado nos olhos dividiram balas, histórias de infância e medos mais profundos. Quando as portas se abriram de novo, ninguém correu. Desceram devagar, como quem sai de um sonho que não quer terminar, e nunca mais se viram. Mas cada um carrega, até hoje, um pedaço daquele silêncio compartilhado.




